Rostos Jovens de nossa Casa Mãe – América Latina e Caribe (em português)

Pensando no 3º Congresso Latino-Americano da Pastoral da Juventude, em setembro de 2010, na Venezuela, vão aqui algumas ponderações quando pensamos nos Rostos Jovens de nossa Casa Mãe - América Latina e Caribe – e a Pastoral da Juventude.

 

Muitos são os rostos jovens de nossa Casa

 

Ao caminharmos pelas ruas de nossa Casa Mãe, vislumbramos os muitos rostos jovens que a compõe: tristes, alegres, sonhadores/as, trabalhadores/as, oprimidos/as, que lutam, explorados/as, estudantes, indígenas, artistas, quilombolas, ribeirinhos/as, que festejam, negros/as, músicos/as, brancos/as, urbanos, dançarinos, rurais, sem direitos garantidos, participativos, animados/as, calados/as... Tantos outros são os rostos jovens de nossa Casa...

 

Cada rosto jovem é único e, como tal, belo e importante na construção do Grande Rosto da América Latina e Caribe. Na diferença entre os rostos jovens de nossa Casa Mãe, temos uma semelhança: cada jovem em si, mesmo sem se dar conta ou no seu mais intimo, deseja ardentemente ter Vida e Vida em abundância...

 

Em nosso agir pastoral temos considerado os rostos jovens de nossa América Latina?

 

Muitos  os caminhos dos/as jovens de nossa casa

 

Cada jovem vai em seu caminho, construindo uma história. E as histórias são muitas em nossa Casa. Temos histórias de morte, de dor, de superação, de luta, de garra, de encontros e desencontros, de violência, de sonhos, de enfrentamento, de alegria, de amizade e de Vida. Cada uma dessas histórias de vida de jovens vai tecendo a grande história de nossa Casa Mãe.

 

Como a PJ Latino-Americana vai considerando em sua ação/missão/prática os muitos caminhos dos/as Jovens?

 

Muitas são as formas de ser e se expressar dos/as jovens

 

No caminho do Ser Jovem cada um/a se expressa de uma forma. Não há mais como delimitar um jeito de ser jovem (se é que algum dia isso foi possível). Somos não mais “Juventude” e, sim, “Juventudes”. Vestimo-nos de diferentes formas, gostamos de diferentes coisas, temos diferentes gostos, dançamos, rimos, cantamos de diferentes maneiras. Temos nossos costumes, nossa memória.

 

Expressamo-nos na busca de demonstrar quem somos... e somos, uns mais alegres, uns mais faladores/as, uns mais calados/as, uns mais religiosos/as, uns mais bagunceiros/as , uns mais animados/as que outros/as. Mas nem por isso somos melhores ou piores que os/as outros/as. A diferença do jeito de sermos e nos expressarmos é que torna tão bela nossas Juventudes..

 

 

            Como o Grupo e a PJ pode potencializar a arte/dança/musica em seu trabalho? Como a PJ se empodera das formas de expressões juvenis em sua ação?

           

O/a Jovem na busca do Eu no contexto atual

 

            Em uma sociedade marcada pela lógica imediatista, descartável, consumista, individualista. A autenticidade que é marcada pelos defeitos e qualidades, gostos, história, problemas, dores e alegrias e sonhos fica esquecida. A sociedade tenta impor para nós que somos jovens um jeito de ser/gostar/vestir/sentir. Vivemos numa sociedade marcada pela aparência. Ante a isso, é difícil ser autentico/a.

 

            Mas nós, jovens, em nosso caminhar, vamos mais e mais desejando ser o EU plenamente livre e feliz...

           

Como a PJ, em sua ação, ajuda o jovem a ser plenamente livre e feliz em seu caminho, sendo ele/a autentico/a?

 

 

O caminho do/a Jovem na construção da sua história

 

O caminho de construção da história do/a jovem é marcado por muitas coisas: família, amizades, sociedade, educação, garantia (ou não) dos direitos fundamentais do ser humano, oportunidades, memória, cultura, local em que vive, crenças pessoais, opções, religiosidade, sonhos, vivências e experiências.

 

Um grande desafio para nós  jovens,  na sociedade atual, é sermos autores/as de nossa própria história/caminho, projetando nossa Vida, no nosso caso, tendo como referencial a Cristo e sua Missão. Projetar a Vida é difícil, pois, é remar contra a maré...

 

Como a prática da PJ, no processo do grupo, ajuda o jovem a ser o/a autor/a de sua história? Como a vivência em grupo possibilita ao jovem o caminho da escrita de sua história tendo como referencia a pessoa e a missão de Cristo?

 

“Permita-me ser jovem”

 

O Ser Jovem, com minhas limitações, gostos, sonhos, dores, alegrias, vivências, história/caminho, expressões, dúvidas, certezas, qualidades, defeitos não é fácil, pois, vivemos em uma sociedade que deseja nos transformar em máquinas/objetos, feitos para somente produzirmos, consumirmos, vendermos e acumularmos. Em meio a esta lógica maluca do capital, que queremos fazer profecia dizendo: “Permita-me ser Jovem”...

 

Em nossa ação pastoral permitimos aos/às jovens serem jovens?

 

O Grupo: espaço de ....

 

            O grupo, como um espaço construído a partir da vida dos/as jovens que o constroem, deve ser, pois, um espaço de:

 

*  Acolhida. O grupo deve acolher o ser jovem e os diferentes rostos juvenis; o/a outro/a; a história e o caminho feito...

* Encontro – O grupo deve ser um espaço de encontro do/a irmão/ã jovem que possibilite um crescer pessoal e grupal; um encontro com o diferente; um encontro com os/as amigos/as;

* Espaço gerador de Projeto de Vida – O grupo deve possibilitar a nós jovens, em nossa trajetória, que passemos a ser escritores/as de nossa história, tendo como horizonte Jesus e o Reino;

* Celebração – O grupo deve ser para nós jovens um espaço de celebrar a Vida, com suas dificuldades e coisas boas;

* Vida – O viver em grupo, deve nos ajudar a ter vida e vida em abundância; deve ser espaço para sermos nós mesmos e  espaço de felicidade para a juventude.

 

 

            Como a prática da PJ na América Latina possibilita e potencializa o grupo como um espaço de acolhida, encontro, de celebração, gerador de Projeto de Vida e de Vida aos/às jovens ?

 

Deus presente na juventude de nossa casa

 

Nos caminhos dos/as Jovens de nossa Casa Mãe é certo que vemos e veremos muitos sinais de Emanuel -  Deus Conosco – que caminha com a gente de diferentes maneiras na história.. Na história de vida de cada um/a de nós (jovens), com certeza, poderemos partilhar sinais de Deus que caminha ao nosso lado e nos acolhe.

 

O apóstolo Paulo nos lembra que somos Templo e Morada de Deus. Como tal, nós jovens de nossa Casa Mãe, também o somos. O rosto de Cristo, é também, o rosto dos/as Jovens da nossa Casa Mãe.

 

 

Em nossa ação e pratica pastoral temos acolhido, reconhecido e respeitado “O Divino no Jovem”?

 

 

Luis Duarte Vieira, 18 anos

Brasil

 

Texto revisado por Alessandra Miranda - Assessora da PJ no Regional Centro-Oeste - Brasil e por um amigo da Juventude

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