Culturas Juvenis na América Latina e Caribe

Falar de Juventude-Juventudes e sua Cultura-Culturas e não fazer referência (ou não ter presente e identificar sua incidência em seus diferentes modos de pensar, sentir e agir conforme seus critérios, e nos variados contextos sociais próprios deste tempo histórico, é fazer um diálogo entre surdos.

 

a.      Numa primeira instância faremos referência à ingerência desta cultura na vida dos/as jovens.

 

Tomando em conta as contribuições recebidas, podemos aproximar-nos de uma primeira conclusão sobre as culturas juvenis dizendo que a influência dessas culturas em nosso povo jovem é de uma grande potencialidade, em dois sentidos: em seu aspecto positivo, para  o qual nos apoiamos em idéias chamadas “sinais de vida” que fazem alusão ao sistema de oportunidades em termos educativos, à ausência de preconceitos em questão de  manifestações tanto coletivas como individuais. Entendem-se estas manifestações em suas expressões teatrais, musicais, artísticas, entre outras, as quais se agrupam nas chamadas “tribos urbanas”.

 

Atualmente, estes grupos sociais não somente exercem sua função social de “válvulas de escape” das tensões cotidianas de nossas juventudes, mas muitos deles promovem uma cultura de morte, onde o sentido da vida perde força e credibilidade, sendo a dor, o auto-castigo e a ausência de um projeto que conduz a uma visão da vida. Este é o aspecto negativo onde se plasmam os sinais de morte.

 

b.     Grau de influência ou protagonismo dos/as jovens em sua realidade cultural, própria

 

Embora, à primeira vista, os/as jovens não exerçam seu poder de decisão nos fenômenos que eles mesmos/as protagonizam, é verdade que a grande capacidade de participação nas diversas redes sociais proporciona à juventude e, também, à sua cultura, uma conjuntura de grande incidência nos modos de sentir dos jovens.

 

Esta afirmação não busca conceituar nem estabelecer uma escala de valores que sirva de referente para julgar a “realidade” da juventude, mas procura ser fiel às contribuições de nossos/as jovens. Do mesmo modo, o fenômeno informático: a juventude encontra na música, na dança, no teatro, as criações em suas variadas manifestações, uma valiosa oportunidade para manifestar seu protagonismo na construção de suas identidades coletivas, mas, ao mesmo tempo, em suas individualidades, permitindo, dessa forma, a criação de um leque de opções para o agir dos agentes que acompanham o processo da assessoria e do acompanhamento.

 

c.      Intento de ser protagonistas na cultura juvenil

 

É neste contexto onde a Pastoral Juvenil tem o terreno perfeito para aterrissar suas linhas pastorais que, segundo nossos/as jovens, não soube atualizar-se da melhor forma, já que as mesmas não se adaptaram a sua linguagem, expressão e capacidade de “corromper” os esquemas e os protótipos que guiaram os itinerários pastorais da última década.

 

Por isso que seria muito sábio e de uma maturidade significativa saber e poder misturar-se com a atualidade juvenil, sem perder, com isso, a identidade que nos faz ser a Pastoral Juvenil que somos, com uma proposta que nem é moda nem se entrega aos gostos e tendências mais influentes em nosso povo jovem.

 

d.     Protagonismos da Pastoral Juvenil nas culturas juvenis

 

O processo e o projeto de revitalização que a Pastoral Juvenil Latino-Americana se coloca para com sua juventude e na qual caminhou em função desse objetivo obterá visualizar, apalpar, incidir, acompanhar, aconselhar, deixar-se aconselhar, e crescer na dinâmica educativa da mútua vontade de aprender e ensinar; só assim estaremos atentos às necessidades, esperanças e sonhos que a juventude ou as juventudes latino-americanas expressam cotidianamente.

 

Sejamos o sal e a luz…sejamos seus discípulos,

seus missionários, hoje e sempre.

 

 

 

Síntese a partir de dos textos, debates, histórias de vida dos/as jovens.

Elaborado por Carol Varela y Padre Carlos Arturo Quintero.

 

 

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