Juventude, Tecnologia e Comunicação

JOVENS, TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO

 Tendo revisto as colaborações, e realizada a síntese, destacamos os aspectos mais importantes, tendo em conta os seguintes critérios:

 a.     Interferência da tecnologia e da comunicação nos/as jovens

b.     Protagonismo dos/as jovens nas culturas juvenis

c.     Dinamismos e obstáculos que geram as culturas juvenis na práxis da pastoral juvenil

d.     Protagonismo da Pastoral Juvenil nas culturas juvenis

 

a.     Inferência da tecnologia e da comunicação nos/as jovens

 -        É pertinente pensar acerca da “verdadeira comunicação”: o que é e o que implica.

-        Evidencia-se a realidade mundial dos sofisticados produtos tecnológicos como a novidade de cada dia.

-        Reconhece-se a incidência do uso dos meios (rádio, TV, internet) no comportamento humano, sobretudo nas relações interpessoais e na forma de perceber estas relações.

-        Há consciência do que é “real” e do que é “virtual” ou irreal, no momento de refletir sobre as imagens e a experiência.

-        Aparece a noção da “falta de comunicação” entre as pessoas, apesar de tantos meios e tecnologias da informação e da comunicação.

 

b.     Protagonismo dos jovens nas culturas juvenis

 

-        Reconhece-se que os adolescentes e jovens utilizam e aprendem rapidamente a usar estes meios da informação e da comunicação como parte de sua realidade cultural.

-        Dá-se um valor positivo às redes sociais e às comunidades virtuais.

 

c.      Dinamismos e obstáculos que geram as culturas juvenis na práxis da pastoral juvenil

 

-        Dá-se um relativismo na concepção da relação das pessoas com a tecnologia; esta depende de cada indivíduo em  função de seu grau ou  nível de consciência.

-        É importante ter em conta as consequências negativas no momento de usar as novas tecnologias e os meios de informação e comunicação. Menciona-se, por exemplo, que se pode correr o risco de que estes meios usem as pessoas em lugar de as pessoas as aproveitarem para seu benefício comum. Por isso, muitos consideram que os meios podem propiciar desperdício de tempo.

-        A TV, através dos comerciais, nos revela uma imagem de “ser homem ou ser mulher” apresentando-os como ideais ou modelos a seguir. É um convite a perceber-se e a valorizar de forma exagerada o culto ao corpo junto com o consumo de produtos e vestidos para este fim.

-        Acentuam-se os conteúdos de violência na TV e os video-games como incidência negativa no comportamento humano.

-        Reconhece-se a abundância da informação e a tarefa educativa de gerar sentido, discernimento, crítica e valorização da falada informação nos jovens.

-        Em nível social, evidencia-se a brecha que cresce entre os que têm acesso às tecnologias da informação e o setor empobrecido que não tem esta possibilidade.

 

 d.     Protagonismo da Pastoral Juvenil nas culturas juvenis

 

-        Faz-se uma chamada exigente aos animadores e assessores da Pastoral Juvenil a conhecer, entender e utilizar estes meios no trabalho pastoral.

-        Pede-se à Igreja que se encarregue de educar e informar sobre os perigos e vantagens do uso das novas tecnologias e dos meios de informação e comunicação.

-        Convite a retomar o encontro pessoal e interpessoal, porém não de forma mediatizada, de forma que se possa expressar emoções e afetos, conversar cara a cara, ver-se e tratar-se de forma real.

-        Vê-se como uma oportunidade educativa, de criatividade pedagógica e de mudança ou renovação da tarefa evangelizadora nesta realidade cultural presente na vida dos/as jovens que vivem com a tecnologia e as novas formas de comunicar-se com os demais.

 

Síntese a partir dos textos, debates, histórias de vida dos/as jovens.

Elaborado por Darío Tipán  e Padre Carlos Arturo Quintero.

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